Escritores Paranaenses


LINKS


A

B


E

F


H         


J


L

M

N

O



R

S

T

W

                    (fonte: wikipedia)



Personalidades paranaenses na literatura

Apesar de possuir uma literatura muito criticada pela falta de identificação das obras produzidas com o território e a cultura paranaense, o Estado do Paraná é reconhecido por ter revelado grandes autores para o cenário da literatura nacional.
Em Curitiba, muitos nasceram e desenvolveram boa parte de suas obras. Entre esses, está o único representante do movimento parnasianista no Estado, o escritor Emilio de Menezes, com uma poesia voltada para a sátira, a ironia e com a temática da morte. No Simbolismo, a capital paranaense foi representada por Emiliano Perneta, o Príncipe dos Poetas Paranaenses, que escreve sobre o amor e incentiva o homem a ir em busca de seu destino. Dentre os diversos autores modernistas curitibanos estão Alice Ruiz, escritora e tradutora de haikais, poemas e de uma história para o público infantil; Andrade Muricy, com obras de ficção e ensaios; Dalton Trevisan, um dos autores paranaenses de maior renome nacional, conhecido como o “Vampiro de Curitiba”, devido suas histórias ligadas à cidade e aos temas realistas; Paulo Leminski, autor também de haikais e de uma poesia classificada como “poesia marginal”, além de ser conhecido por suas composições musicais gravadas por artistas como Caetano Veloso e Moraes Moreira; e, por fim, Tasso da Silveira, poeta modernista voltado à religiosidade.
O litoral do Paraná possui representantes dos municípios de Morretes e Paranaguá que enquadram-se também no Movimento Simbolista. Da primeira cidade saiu Silveira Neto, com temas relacionados à família, mas consideradas de aspecto pessimista. Já de Paranaguá, veio Nestor Vitor, com diversas poesias, contos e romances, e grande divulgador da literatura francesa. No município de Cruz Machado, região sudeste do Paraná, nasceu a mais importante poetisa do Estado, Helena Kolody, uma das primeiras autoras de haikais do Brasil, iniciando nessa arte na década de 1940. Entre seus principais temas está a exaltação à vida, natureza e a eterna inquietação humana. Integrando a nova geração de escritores paranaenses, Domingos Pellegrini, natural de Londrina, é jornalista e professor, com romances, contos e poesias reconhecidos pela temática social e ganhador de dois prêmios Jabuti, o mais importante concedido pela literatura brasileira.
Para conhecimento, são apresentadas abaixo obras dos citados escritores:
Alice Ruiz: “Navalhanaliga” (1980), “Paixão Xama Paixão” (1983), “Hai-Tropikai” (1985), “Desorientais” (1996), “Yuuka” (2004) e “Boa Companhia” (2009).
    Andrade Muricy: “Sonata Pagã” (1913), “A Festa Inquieta” (1926), “Brasileiro” (1952), “Villa-Lobos, Uma Interpretação” (1961).
    Dalton Trevisan: “Novelas Nada Exemplares” (1959), “O Vampiro de Curitiba” (1965), “A Guerra Conjugal” (1969), “A Faca no Coração” (1975), “A Polaquinha” (1985), “Em Busca de Curitiba Perdida” (1992), “Ah, É?” (1994), “Capitu Sou Eu” (2003), “Violetas e Pavões” (2009).
    Domingos Pellegrini: “O Homem Vermelho” (1977), “Terra Vermelha” (1998), “Questão de Honra” (1999), “O Caso da Chácara Chão” (2000), “Bendito Assalto” (2009).
    Emiliano Perneta: “Ilusão” (1911), “Pena de Tailão” (1914), “Setembro” (1934) e “Poesias Completas” (1945).
    Emilio de Menezes: “Marcha Fúnebre” (1892), “Dies irae – A tragédia de Aquidabã” (1906), “Poesias” (1909), “Últimas Rimas” (1917), “Obras Reunidas” (1980).
    Helena Kolody: “Paisagem Interior” (1941), “A Sombra no Rio” (1951), “Antologia Poética” (1967), “Tempo” (1970), “Infinito Presente” (1980), “Poesia Mínima” (1986), “Caixinha de Música” (1996), “Sinfonia da Vida” (1997), “Memórias de Nhá Mariquinha” (2002).
    Nestor Vitor: “Paris” (1911), “A Crítica de Ontem” (1919), “Prosa e Poesia” (1963).
    Paulo Leminski: “Catatau” (1975), “Polonaises” (1980), “Caprichos & Relaxos” (1983), “Agora É que São Elas” (1984), “Guerra Dentro da Gente” (1988), “Metamorfose, Uma Viagem pelo Imaginário Grego” (1994), “O Ex-estranho” (1996), “Ensaios e Anseios Crípticos” (1997).
    Silveira Neto: “Pela Consciência” (1898), “Luar de Hinverno” (1900), “Do Guairá aos Saltos do Iguaçu” (1914), “Ronda Crepuscular” (1923), “O Bandeirante” (1927).
    Tasso da Silveira: “Fio d'Água” (1918), “Alegorias do Homem Novo” (1926), “Contemplação do Eterno” (1952), “Regresso à Origem” (1960), “Puro Encanto” (1962).
Esses autores representam boa parte da história e da produção da literatura do Estado do Paraná, sendo muitos deles premiados por algumas ou pelo conjunto de sua obra, traduzidos em diversos idiomas e, dessa forma, prestigiados no cenário nacional e internacional da literatura.


Fonte:  Dia-a-dia Educação – Portal Educacional do Estado do Paraná



Literatura do Paraná

A literatura elaborada por escritores do Paraná é muitas vezes criticada pela falta de identificação das obras com o povo, a geografia e a cultura paranaenses. Os críticos literários afirmam que os autores nascidos ou que realizaram boa parte de sua bibliografia nesse Estado apresentam textos com características de qualquer outra região do Brasil, menos com seu local de origem.
Entretanto, enquanto alguns relatam que foi a literatura paranaense uma das primeiras a se envolver com o modernismo da década de 1920, outros destacam que esse movimento não encontrou representantes no Paraná, ou que chegou de maneira muito sutil, apenas 20 anos depois. Ainda na década de 1930 a literatura local era caracterizada como pertencente ao movimento do Simbolismo. Dez anos mais tarde, importantes autores do Estado foram responsáveis pela tentativa de modernização das formas e ideias na literatura paranaense, assim como a busca pela sua regionalização, em especial, Bento Munhoz da Rocha Neto e Dalton Trevisan, mas apesar da criação de um periódico de sucesso, a revista “O Joaquim”, não obtiveram maiores sucessos em suas iniciativas. Aliás, “O Joaquim” é o principal destaque literário no Estado, lançada em abril de 1946, e direcionada à exposição livre de ideias e a atualização de modelos para a arte paranaense, a revista circulou até o final de 1948.
Segundo os críticos da literatura do Paraná, os autores possuem um amplo material para produção de uma obra de maior identificação com o Estado, citando como exemplo as diversas lendas existentes; o ambiente geográfico com seus pinheiros e campos gerais; os ciclos econômicos, como o do tropeirismo e o da erva-mate; e importantes acontecimentos históricos, como a Guerra do Contestado e a participação dos paranaenses na Revolução Federalista. Além disso, a própria figura do tropeiro poderia ser utilizada como a representação de um herói ou um modelo que identifique o povo do Estado para as outras regiões do país.
Na produção literária local encontram-se grandes nomes, muitos deles reconhecidos nacionalmente por suas obras. Da capital Curitiba vieram os escritores Paulo Leminski, poeta, tradutor, prosista, contista e compositor de várias músicas; Dalton Trevisan, contista que destaca-se pelo realismo e pela ligação de sua obra com sua cidade natal; Emiliano Perneta, simbolista considerado o Príncipe dos Poetas Paranaenses; Emilio de Menezes, poeta envolvido com o parnasianismo e o simbolismo; Andrade Muricy, historiador, crítico e músico e autor de diversos ensaios e obras de ficção; Tasso da Silveira, poeta modernista voltado à temática da religiosidade; e Alice Ruiz, autora e tradutora de haikais.
Da região litorânea do Paraná saíram os simbolistas Nestor Vitor, autor de poesias, contos, romances e ensaios; e Silveira Neto, poeta com temas que revelam um certo pessimismo e também seu apego à família. Nos Campos Gerais, mais precisamente em Ponta Grossa, nasceu Noel Nascimento, um dos poucos autores considerados “paranistas” por incluir em suas obras partes da história e da geografia do Estado. Do sudeste paranaense, veio a poetisa cruz-machadense Helena Kolody, voltada aos haikais e a exaltação à natureza e a vida. Na nova geração de autores está o londrinense Domingos Pellegrini, autor de contos, romances e poesias com temáticas sociais.
Apesar de tão criticada, a literatura paranaense está se tornando cada vez mais presente por iniciativa de diversas entidades que promovem concursos literários, como os realizados em homenagem à Helena Kolody, Paulo Leminski e Newton Sampaio; e festivais, como o Festival Literário de Londrina – Londrix. Além disso, a produção local está em constante crescimento, assim como o espaço dedicado a ela nas salas de aula e bibliotecas distribuídas pelo Estado do Paraná.

Fonte:  Academia Paranaense de Letras
             Dia-a-dia Educação – Portal Educacional do Estado do Paraná

                  ZATTI, Carlos. Literatura paranaense: provocações. Disponível
                  no portal da Editora Econtexto

                  EISENBACH, Maíra N. Arte do Paraná ou arte no Paraná.
                  Campina Grande do Sul: [s.n], [s.d]
                   Site: http://www.sppert.com.br
             




Nenhum comentário:

Postar um comentário